16 de Junho de 2009

Sr. Jorge Mota respondendo à sua pergunta, Pombalinho perdeu sim o título de vila, hoje não passa de uma aldeia a meio da serra entre Rabaçal e Degracias, sendo estas ultimas mais desenvolvidas que Pombalinho. Para lhe dar uma ideia a aldeia em si possui apenas 69 pessoas, sendo 7 destas emigrantes e outras  4 são ingleses que compraram cá casa para restaurar e por aqui vão passando os seus dias de reformados. Portanto estamos a falar de cerca de 21 familias que aqui habitam e que são sobretudo gente idosa. metade da aldeia está praticamente desabitada. Se não fosse a Igreja Paroquial que é o unico local de concentração de pessoas que temos cá na aldeia e só aos domingos, penso que ainda estavamos pior.

  Não sabia que Pombalinho tinha tido uma escola primária, pois sempre me lembro de ouvir contar aos meus pais e avós que a escola primária que frequentavam ficava no lugar das Cotas, que foi também a que frequentei. Actualmente as crianças da freguesia têm todas a instrução primária em Degracias (freguesia vizinha).

  Aqui no lugar apenas sei onde era a cadeia /prisão dos tempos dos seus antepassados, e que agora é uma casa de habitação que está para venda, mesmo ao lado do pelourinho. Sei também onde era o palácio que de pé já só tem meia parede e que está num terreno que ainda hoje se chama " o Paço", penso que não será por acaso este  nome. Que pena não haver fotos naquele tempo, para se poder ver como tudo era.

  Quanto aos seus possíveis familiares afastados assim que os vir falo com eles, talvez já no próximo domingo.

  Desculpe a curiosidade mas é só curioso pelo tema da genealogia ou trabalha no ramo? Já agora é de onde?

 

Cumprimentos

 

 

publicado por pombalinho-soure às 17:42

Jorge Mota:
Boa Tarde,

Em resposta à sua pergunta devo responder que sou apenas curioso sobre genealogia, tendo começado este trabalho de pesquisa sobre os meus antepassados à pouco mais de meio ano. Só que este tipo de pesquisa é viciante, e assim que começamos vamos sempre querendo chegar mais longe.
Quanto ao ensino primário, o que posso lhe adiantar é que 1841, devia existir, pois tenho em meu poder uma Carta de Mercê de D. Maria II, a nomear António José da Mota (irmão do meu tetravô), professor proprietário vitalício da cadeira de ensino primário de Pombalinho.
Já me deparei também com nomeações para director dos Correios de Pombalinho, pelo menos até à decada de 90 do Sec. XIX.
No que diz respeito à minha morada, eu resido em Torres Vedras, de onde é natural toda a minha família menos o ramo Mota. De qualquer forma ainda tenho família aí bem perto, mais propriamente em Santiago da Guarda (que usa o apelido Vieira da Mota), dado que o meu trisavô Joaquim Maria Sá e Mota (o apelido Sá, que já não usamos, é originário precisamente de Pombalinho) casou no Alvorge com Maria Augusta Lopes Vieira. O facto de termos vindo parar a Torres Vedras, tem a ver com a profissão dos meus avós todos eles juízes de direito, pelo que os seus filhos foram nascendo, crescendo e casando, de acordo com as colocações que os seus pais tinham na altura.
Quanto aos Motas, que aí permanecem, e têm origem no Casal António José da Motta e Joaquina Rosa de Sá, tenho quase a certeza que serão descendentes de Gilberto José da Mota, que foi o único que permaneceu em Pombalinho, dado que:
1) José Narciso, bacharel em direito, supostamente exerceu advocacia, casou e foi morar para o Rabaçal;
2) Joaquim José, doutor em cânones, casou com uma natural do Rabaçal, e morou um pouco por todo o país (era Juiz);
3) António José, morou inicialmente em Pombalinho (era professor primário), tendo depois passado ao Rabaçal, onde foi Tabelião / Notário, de onde era natural a sua esposa;
4) Agnelo José, morreu criança;
5) Gilberto José, foi o único que casou e deixou descendência em Pombalinho;

Como é natural as senhoras que também existiram não passaram o respectivo apelido.

Cumprimentos,

Jorge Mota
17 de Junho de 2009 às 13:11

Jorge Mota:
Boa Tarde,

No comentário anterior esqueci-me de referir quanto ao paço, que é o paço dos Almadas, senhores de Pombalinho, que caíram em desgraça após a Guerra Civil / Guerras Liberais de 1828 a 1834, e que foram para o exílio juntamente com D. Miguel. Tendo sido atribuído o titulo de Barão de Pombalinho, por mercê de D. Maria II a António de Araújo Vasques da Cunha em 23/08/1837.

Cumprimentos,

Jorge Mota
17 de Junho de 2009 às 13:16

Bruno Cruz:
Olá !
António de Araújo Vasques da Cunha Portocarrero, foi de facto Barão de Pombalinho. Por decreto de 08/05/1837. Mas o Pombalinho em causa (no titulo de Barão) é o que fica no Concelho de Santarem e não o de Soure.
Aliás, foi lá onde viveu casado com a (já) mãe do 1º Barão de Almeirim.
http://opombalinho.blogspot.com/
Cumprimentos
Bruno Cruz
11 de Julho de 2009 às 21:11

Agradecia que me esclerecessem no seguinte: que relação de vida tem o Barão de Pombalinho, António de Araújo Vasques da Cunha Portocarrero, com o Pombalinho do concelho de Soure? É que existe outra localidade com o mesmo nome, pertencente ao concelho de Santarém, que tem na simbologia do seu brasão as cores das armas do referido barão, já para não falar da existência de documentos históricos que comprovam a presença de António Araújo nesta terra e até relações de caracter familiar!

Abraço
Manuel Gomes
18 de Julho de 2009 às 12:22

Este blog foi publicitado em: www.vila-de-soure.com e www.noticias-do-concelho.blogspot.com

Parabéns pelo projecto!
6 de Julho de 2009 às 01:07

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